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Diferentes metodologias de restauração afetam a estocagem de carbono?

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  Baseado no artigo de Zanini et al. (2021)   Restaurar áreas degradadas é uma estratégia eficaz para restabelecer os serviços ecossistêmicos prestados pelas florestas. Estes serviços incluem a mitigação das mudanças climáticas através do sequestro de carbono da atmosfera realizado pelo crescimento vegetal.  A restauração florestal é especialmente importante na Mata Atlântica, já que é um domínio ameaçado pelo desmatamento e altamente fragmentado. Para recuperar com sucesso essas terras degradadas, é necessário aplicar o método mais adequado para cada situação, considerando a resiliência do local e também da paisagem. No entanto, trabalhos comparando diferentes metodologias de restauração são escassos, o que dificulta a restauração da Mata Atlântica. Além disso, os estudos de quantificação do estoque de carbono dessas áreas normalmente consideram somente a biomassa arbórea. Todavia, nessas áreas, os demais compartimentos de matéria viva, morta e até mesmo o solo, são esse...

Quais são as espécies mais frequentes utilizadas na restauração da Mata Atlântica?

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 *Por Matheus Santos Fuza      No meu dia a dia é comum eu falar ou escutar “que árvore é essa?”, principalmente nos campos do Projeto NewFor. Acredito que alguma vez você também já fez esse tipo de pergunta. Mas, você sabe o porquê é importante a identificação das espécies florestais?      Conhecer as espécies florestais é uma forma de entender as suas funcionalidades, por exemplo, há espécies voltadas para arborização urbana, madeireiras, frutíferas, dentre outras. Na   restauração florestal, as escolhas de espécies impactam diretamente o desenvolvimento e a dinâmica do plantio ao longo do tempo, ainda mais no Brasil, onde há uma grande riqueza de espécies florestais nativas que, normalmente, são separadas em grupos funcionais e sucessionais para facilitarem as suas escolhas na hora do manejo.        Após devida introdução e sendo a Mata Atlântica – mais especificamente em São Paulo – área de atuação do projeto NewFor, de...

Por que não devo chamar a Mata Atlântica de bioma?

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*Por Marina Melo Duarte      Você já deve ter lido em placas de museus, na internet ou até mesmo em leis a expressão “biomas do Brasil” referindo-se a Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia, Caatinga, Pantanal e Pampa. Até mesmo o IBGE utiliza essa denominação. Mas será que bioma seria mesmo o termo adequado a ser empregado nessa situação? A resposta, para a surpresa de muitos, é que não. Marco Batalha explica isso muito bem em seu artigo “ O cerrado não é um bioma ”, cuja leitura recomendo bastante. Biomas são conjuntos de comunidades biológicas que evoluíram sob fatores (principalmente climáticos) muito parecidos e seus organismos apresentam adaptações que os permitem sobreviver ali. Como consequência disso, o conjunto composto pela vegetação e por toda a fauna e micro-organismos associados a ela, dentro de um mesmo bioma, apresenta a mesma “carinha”, tem uma aparência geral muito semelhante (o que cientificamente chamamos de “fisionomia”). Por exemplo, os organismos de d...

Introdução ao Novo Código Florestal (NCF) e Lei de Proteção da Mata Atlântica (LMA)

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*Por  Fábio Fernandes Corrêa A primeira lei de proteção florestal do Brasil é de 12 de dezembro de 1605, o Regimento Pau-Brasil, que impôs rígidos limites à exploração dessa espécie arbórea na então colônia portuguesa. O seu desrespeito poderia acarretar multas, exílios, açoites e até pena de morte. O pensamento utilitarista, de preservação em prol do proveito econômico, perdurou durante muito tempo. No entanto, o senso da importância da flora à coletividade aflorou no primeiro Código Florestal Brasileiro, em 1934, que estabeleceu que as florestas existentes no território nacional constituem bem de interesse comum a todos os habitantes do país.            Com o advento da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, em 1981, prevaleceu a visão biocêntrica de que o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas é o objeto da tutela ...