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Mostrando postagens com o rótulo Edição especial

Os campos do Pampa resistirão à conversão?

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Por  Rosângela Gonçalves Rolim Poucos sabem dizer qual era a vegetação original que cobria o Rio Grande do Sul (RS) antes da chegada dos portugueses. Muitos diriam que se tratavam de imensas florestas. E em parte isto está correto: grandes áreas foram desmatadas na metade norte do Estado, como contam algumas músicas gaúchas, como “Balseiros do Rio Uruguai”, de Cenair Maicá. Árvores estas derrubadas especialmente para a exportação de madeira. Mas tantas outras músicas falam dos campos e da “lida campeira”, como em “Costumes Missioneiros” de Noel Guarany. O “campo” é a vegetação que predomina na metade sul e noroeste do Rio Grande do Sul, muito associado à cultura do gaúcho. Diferente das florestas, onde as árvores são dominantes, nos campos predominam plantas de menor porte: as ervas, subarbustos e arbustos. Dentre as ervas destacam-se as gramíneas que pelo seu predomínio, quando vistas de longe, aparentam formar um imenso tapete homogêneo. Mas observando de perto, a biodiversidade ...

O Cerrado e seus desafios na restauração

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 Por Thaís Mazzafera Haddad  O Cerrado ocupa cerca de 2 milhões de km2 do Brasil, o equivalente a aproximadamente 20% do território nacional. Suas grandes proporções o colocam como o segundo maior domínio fitogeográfico do país, atrás apenas da Amazônia. A vegetação do Cerrado abrange campos, savanas e florestas. Os campos e savanas são as fitofisionomias predominantes e seu estrato herbáceo-arbustivo composto por gramíneas, ervas não graminóides, e pequenos arbustos concentra cerca de 70% de sua diversidade.  As savanas do Cerrado são consideradas as mais ricas em espécies do mundo. Além disso, o Cerrado abastece oito das 12 regiões hidrográficas do país, e sua vegetação aberta e solos bem drenados são fundamentais para tal provisão. O fogo faz parte da evolução dos campos e savanas do Cerrado há mais de 4 milhões de anos, e sua vegetação adquiriu ao longo do tempo adaptações para sobreviver a ele. Dentre elas há o desenvolvimento de cascas espessas, para isolamento...

Perspectivas florestais na Amazônia

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Por Saulo E. X. Franco de Souza    A palavra Amazônia ecoa frequentemente em qualquer iniciativa para solucionar ou minimizar a crise global relacionada às mudanças climáticas e biodiversidade, devido à  sua grandeza em termos de território, diversidade biológica e sociocultural, além da importância ao clima continental e global. Apesar de existir variadas formações vegetais na extensa bacia Amazônica, a vegetação é predominantemente florestal. Dentro deste contexto, algumas questões básicas emergem ao passar da retórica à ação, e precisam ser examinadas, por exemplo: Como manter as florestas em pé e saudáveis frente a pressão insistente do desmatamento e degradação? Qual a proporção do território que seria necessária para conservar a biodiversidade? Como restaurar milhões de hectares de florestas biodiversas e complexas que foram destruídas ou degradadas? E como fazer isso numa extensa região que abrange vários países e que ocupa mais da metade do território brasileiro? ...

A importância da Caatinga para a conservação da biodiversidade e bem estar humano

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 Por Severino Ribeiro Pinto Foto: Severino Pinto A Caatinga é a região semiárida mais densamente povoada do planeta, com cerca de 27 milhões de pessoas vivendo em seu território. Segundo o Ministério do Meio Ambiente são identificadas 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas. Além disso, a flora da Caatinga é composta por 4.479 espécies vegetais com elevado número de espécies endêmicas. Esses dados categorizam a Caatinga como uma das áreas de floresta seca mais biodiversa do planeta.  Em contraste a essa rica biodiversidade, a área de abrangência da Caatinga compreende municípios com as maiores taxas de vulnerabilidade socioeconômica do mundo, tendo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de cerca de 0,5 e uma grande dependência por parte de sua população dos recursos naturais para a manutenção dos seus modos de vida e processos econômicos. Esse cenário de pobreza extrema impõem um grande desafio de se concilia...

Como o tratamento de esgoto e os estudos ecotoxicológicos podem contribuir para conservação dos recursos hídricos

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 Por Laís R. D. Sommaggio Algo que todos já ouvimos falar é que a água é um recurso natural essencial para  a vida. Mas você já parou para pensar o porquê ela é tão importante e como utilizamos esse recurso? A água é um componente bioquímico de todos os seres vivos, sendo indispensável para o desempenho das funções vitais dos organismos. Além disso, ela também é o meio de vida de várias espécies animais e vegetais, bem como, é essencial para diversas atividades socioeconômicas, dentre elas a agricultura e a pecuária. A maior parte do planeta Terra é constituída de água, no entanto, apenas 3% equivale a água doce. Desse percentual, a maior parte está localizada em calotas polares, geleiras e icebergs, restando apenas 0,3% de água doce disponível. Em termos globais, o Brasil possui cerca de 12% da disponibilidade de água doce do planeta, mas a distribuição natural desse recurso não é equilibrada, a região Norte concentra cerca de 80% do total disponível e as regiões próxima...

Semeando água para o presente e o futuro

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Por Andrea Pupo e Alexandre Uezu  Você já parou para pensar na relação que existe entre as florestas nativas e um bom prato de comida? E acredita que suas atitudes de consumo são responsáveis pela evasão rural no seu município? E pelas mudanças climáticas?  Essas e outras perguntas movem a equipe do projeto Semeando Água do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Há 10 anos o instituto vem pesquisando e trabalhando na região do Sistema Cantareira de abastecimento de água, um dos maiores do mundo, que abrange 5 municípios no sul de Minas Gerais e outros 7 localizados do interior de São Paulo. Apesar de sua importância por abastecer cerca de 40% da Região Metropolitana de São Paulo (cerca de 7,6 milhões de pessoas) e mais 5 milhões de pessoas no interior, a região do Sistema Cantareira apresenta baixa resiliência às variações climáticas, aumentando os riscos de novas crises hídricas, como a que aconteceu entre os anos de 2014 e 2015, quando os reservatórios chegaram a...