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Parque das Neblinas: um laboratório de técnicas de restauração

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  Por:  Paula Dourado,  Coautora: Larissa Campos O Instituto Ecofuturo é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1999 pela Suzano para contribuir com a transformação positiva da sociedade por meio da conservação ambiental e promoção do conhecimento. Um dos principais desafios, logo no início de sua criação, foi transformar antigas fazendas de plantios de eucalipto da empresa em uma reserva ambiental, hoje o Parque das Neblinas. O Ecofuturo foi responsável pela implantação do Parque no fim da década de 1990 e, desde então, faz a gestão da reserva. Mas para entender melhor todo o projeto, é necessário voltar um pouco no tempo.

Será que começamos a entender os alienígenas?

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  Por Isabella Ferraz Oppici Pode-se pensar que a invasão biológica é um assunto muito novo, no entanto, em 1860 Darwin já tinha exposto esse problema e em 1958 Charles Elton, um renomado ecologista, escreveu o livro “Ecology of Invasions by Animals and Plants” expondo a necessidade de conhecimento e controle desses indivíduos. Porém, foi somente em 1980 que a comunidade científica compreendeu o grande problema que as invasões biológicas poderiam representar para os ecossistemas e, apesar desse histórico antigo, ainda hoje existem muitas dúvidas e equívocos na discussão desse assunto. Figura 1. Invasão biológica representada de forma figurativa. Fonte: autoria própria Ainda, se determinada espécie não nativa é levada de forma acidental ou não para um novo local, podem surgir dúvidas sobre como ocorre esse estabelecimento. Williamson (1996) explica que o processo de invasão ocorre em quatro fases distintas que podem ser observadas na figura abaixo (Figura 2). A primeira fase representa

Projeto Parques Nacionais

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Projeto Parques Nacionais, já ouviu falar?  Olá! Eu sou Sérgio Espada, engenheiro mecânico, administrador de empresas, idealizador e produtor do Projeto Parques Nacionais e é um grande prazer escrever para o blog NewFor sobre um projeto que hoje faz parte da minha vida.

Arcabouço legal de proteção da vegetação de Mata Atlântica no Brasil e em São Paulo (parte II)

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Por  Felipe Rosafa Gavioli Os fragmentos florestais de Mata Atlântica, localizados em propriedades privadas e não protegidos (eg. APP e RL), estão mais ou menos vulneráveis à supressão regular, a depender do estágio de regeneração da vegetação e do zoneamento no qual a propriedade privada está inserida, se em perímetro urbano ou rural. Grosso modo, a susceptibilidade do fragmento florestal à supressão regular é maior nas zonas urbanas do que nas zonas rurais. Ademais, as possibilidades de supressão regular dos fragmentos em estágio inicial de regeneração são maiores do que as possibilidades para os maciços em estágio médio ou avançado.

Arcabouço legal de proteção da vegetação de Mata Atlântica no Brasil e em São Paulo (parte I)

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Por Felipe Rosafa Gavioli A Mata Atlântica é reconhecidamente um dos principais hotspots de biodiversidade do planeta, e historicamente um dos mais ameaçados e devastados.  Estimativas recentes indicam que as formações de vegetação nativa da Mata Atlântica brasileira recobrem cerca de 28% do seu território original, o que equivale a 32 milhões de  hectares 1 .   No estado de São Paulo, o Inventário Florestal de 2020 publicado pelo Instituto Florestal indica que a cobertura de Mata Atlântica paulista é de 5,4 milhões de hectares, o que representa 21,7% do território estadual e cerca de 32,6% da área originalmente ocupada por Mata Atlântica no  estado 2 . 

Mudanças de hábitos: aplicando a sustentabilidade em casa

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Por Lídia Bulascoschi Cagnoni Em 2018 eu e meu marido nos mudamos para Florianópolis. Saímos do interior de São Paulo em meio a uma rotina urbana e ocupada e nos deparamos com a desaceleração e a imensidão de verde e mar de Floripa. Este contato diário com a natureza nos invadiu causando um enorme bem estar e nos estimulando a repensar nossas práticas cotidianas. Nesta época eu, como professora de educação infantil, ensinava meus alunos sobre a importância da natureza, mas não sabia por onde começar na minha rotina, como tornar o meu discurso palpável.

Modelagem ambiental aplicada à regularização ambiental de imóveis rurais

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Por Frederico Miranda  Como representar algo tão complexo como um processo biológico qualquer, em uma equação matemática, em um mapa ou em um fluxograma? E, a partir desta representação, poder entender, parcialmente, a complexidade do processo? Isso é exatamente a função dos modelos ambientais.  Para a representação da realidade, que por natureza é complexa, os modelos adotam a abordagem reducionista, ou seja, redefinem conceitos, unidades e relações em termos mais básicos, simples e generalistas. Esta abstração da realidade aliada a um conjunto de técnicas analíticas permitem uma visão mais inteligível do fenômeno estudado, fazendo com que os modelos sejam promissores na otimização da extração de informações dos dados utilizados. Estas particularidades permitem aos modelos compararem previsões de alternativas reais ou fictícias (cenários) que são de grande valia para o planejamento, pesquisa e comunicação científica. Há vários tipos de modelos, com diferentes linguagens e metodologias

O que define a capacidade de uma floresta regenerar sozinha?

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Por Catarina Jakovac As florestas regenerantes são também conhecidas como florestas secundárias - normalmente em estudos de sucessão ecológica - ou regeneração natural - principalmente no contexto da restauração ecológica. Estas florestas são componentes importantes das paisagens rurais e muitas vezes são o único tipo de floresta que sobrou na região. Imersas em paisagens transformadas pela agricultura e pastagem, as florestas regenerantes oferecem habitat a uma grande diversidade de plantas e animais, ajudam a proteger os solos e as águas da microbacia, ajudam a conectar remanescentes florestais, e sequestram carbono a taxas 11 vezes mais elevadas do que florestas maduras (Poorter et al 2016). Estas formações, portanto, são essenciais para a restauração e conservação da biodiversidade. 

Transamazônica, um caminho para o desenvolvimento sustentável?

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  Uma análise de meios de vida a partir da agricultura familiar baseada em sistemas agroflorestais com cacau ou pecuária   Por Daniel Palma Perez Braga   É possível viver bem dedicando-se à produção de cacau em sistema agroflorestal e/ou à pecuária a partir da agricultura familiar na região da rodovia Transamazônica, situada na Amazônia Oriental, sudoeste do estado do Pará. Porém, ainda existem dificuldades relevantes, principalmente sob a perspectiva de sustentabilidade socioambiental. De maneira bastante simplificada, este foi um dos principais achados da minha tese de doutorado defendida em 2019, sob orientação do Prof. Edson Vidal (ESALQ/USP) e supervisão dos professores Flávio Gandara (Esalq/USP) e Benno Pokorny (University of Freiburg). Para esse estudo, foi preciso observar múltiplos aspectos, considerando fatores de contexto com ampla variação e diferentes impactos sob as trajetórias de meios de vida de cada unidade familiar. Além disso, a relevância desses resultados não pod

Conheça o Grupo de Estudos e Pesquisas em Ecologia e Manejo de Florestas Tropicais

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O Grupo de Estudos e Pesquisas em Ecologia e Manejo de Florestas Tropicais (GEPEM) é um grupo de extensão sem fins econômicos da ESALQ - USP, tem sede no Laboratório de Silvicultura Tropical (LASTROP) do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP. Criado com a finalidade de promover pesquisas desenvolvidas por estudantes da graduação na área da Mata da Pedreira, fragmento florestal localizado dentro do campus. Assim foi constituído o GEPEM em 2009, que foi reconhecido pela ESALQ em 2010 como grupo de extensão do campus e desde então é orientado pelo Prof. Dr. Edson Vidal. O GEPEM tem por objetivo propiciar a vivência e execução de atividades práticas em manejo de florestas nativas, conservação e restauração ecológica para os alunos dos diferentes cursos de graduação presentes no campus; e também desenvolver habilidades de cooperação, trabalho em equipe e organização de eventos. Além disso, o grupo busca estabelecer laços com empr

Grupo de Estudos em Floresta e Água

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Por Lucas Ladário Del Lama   Pensando no aprofundamento dos temas relacionados à hidrologia florestal, em 2013 o professor Silvio Frosini de Barros Ferraz teve a ideia de montar o Grupo de Estudo em Floresta e Água (GEFLA), em conjunto com os alunos de graduação e pós-graduação do Laboratório de Hidrologia Florestal, o qual é o professor responsável.  

ESALQ Júnior Florestal